terça-feira, 9 de junho de 2009

Sereias: realidade ou ficção?

Sereias: realidade ou ficção?


Descubra onde surgiu o mistério dessas terríveis, mas belas, criaturas marinhas.

“A novidade veio dar à praia. Na qualidade rara de sereia. Metade, o busto de uma deusa maia. Metade, um grande rabo de baleia”, cantou o ex-primeiro ministro da cultura, Gilberto Gil. Mas a inspiração para essa música se deu por outro canto, o das sereias. Criaturas misteriosas que já conquistaram muitos corações – e a imaginação das crianças - por todo o mundo. Teriam elas realmente existido? Caso negativo, como surgiu a lenda?

As primeiras histórias relatavam as sereias como monstros com cabeça e tronco de mulher, mas o resto do corpo como de um pássaro, segundo o livro “Dicionário de Símbolos”, dos autores Jean Chevalier e Alain Gheerbrant. Lendas de origem nórdicas mudaram o corpo das sereias para metade “peixe”. Do quadril para cima, a aparência seria de uma linda mulher com cabelos compridos. Na parte debaixo, uma cauda com escamas. Elas habitariam todos os mares.

Thomas Bulfinch explica em seu “O Livro de Ouro da Mitologia”: “As sereias eram ninfas marinhas que tinham o poder de enfeitiçar com o seu canto todos quantos a ouvissem, de modo que os infortunados marinheiros sentiam-se irresistivelmente impelidos a se atirar ao mar onde encontravam a morte”.

Segundo arqueólogos, não foram encontrados fósseis ou vestígios científicos assegurando a existência desses seres mitológicos. Historiadores também não afirmam com certeza quando o mito nasceu. Sabe-se que, desde antes de Cristo, marinheiros e pescadores contam histórias sobre as sereias.

Uma das obras mais antigas que cita esses seres mitológicos é a “Odisseia”, atribuída a Homero. O épico, escrito no último século antes de Cristo, relata o retorno do protagonista Ulisses à ilha de Ítaca, na Grécia, após a Guerra de Troia no século VIII a.C. Durante sua viagem, ao passar pela Ilha das Sereias, o herói precisou se amarrar ao mastro do navio para não ceder à sedução do canto das temíveis criaturas.

Para os gregos, elas eram tão más quanto às harpias e as erínias. As primeiras eram monstros alados com cabeça e corpo de mulher, mas garras de aves predadoras e penas mais fortes que o aço. As erínias, também chamadas de fúrias, eram três deusas com cabeças cobertas de serpentes. Essas últimas puniam com tormentos secretos os crimes cometidos pelos que escapavam da justiça pública.

No livro “ Dicionário de Símbolos”, os autores afirmam que as sereias podem representar as emboscadas dos desejos e das paixões. Afinal, sua forma física revela o sonho de conhecer alguém metade “peixe”, metade mulher. A explicação contida no livro: “É preciso, como fez Ulisses, agarrar-se à dura realidade do mastro, que está no centro do navio, que é o eixo vital do espírito, para fugir das ilusões da paixão”.

Avistar uma sereia, de acordo com a lenda, também seria sinal de tempestade ou naufrágio. Mas como poderia criaturas encantadoras serem tão malignas? No cinema, ao contrário, elas já foram retratadas como seres benéficos e, inclusive, inocentes. Confira três filmes para sonhar sem perigo:

- Splash - Uma Sereia em Minha Vida (1984)
Na comédia romântica, Tom Hanks interpreta um rapaz decepcionado com a vida amorosa. Depois de sofrer um acidente no mar, uma sereia o salva. E ele, por ela, se apaixona.


- Aquamarine (2006)
Duas amigas encontram a sereia Aquamarine em uma piscina, após forte tempestade. Ela fugiu de casa, do mar, devido a um casamento prometido. E por terra segue em busca do grande amor.


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A Pequena Sereia (1989)
Na animação de Walt Disney, a sereia Ariel vive em um paraíso submerso com seu pai, o rei Tritão. Fascinada pela vida em terra firme, sua vida muda ao salvar o belo príncipe Eric do afogamento.

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