quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009


por Ligia Cabús

Helena Petrovna von Han, a esotérica que ficou conhecida como H.P. Blavatsky ou Madame Blavatsky, nasceu na cidade de Ekaterinoslav, sul da Rússia, atual Ucrânia, em 12 de agosto de 1831, filha do coronel Peter von Han e da famosa novelista da época, Helena de Fadeyev. As primeiras horas de vida da futura ocultista e paranormal pareciam anunciar seu destino incomum: recém-nascida, era tão fraca que foi desenganada. O batizado foi providenciado apressadamente para evitar que a criança morresse pagã e a cerimônia foi marcada por acidente, considerado mau agouro:

Na Rússia ortodoxa, a cerimônia de batismo era pomposa: velas acesas nas mãos de todos os participantes, vários pares de padrinhos e madrinhas. As pessoas tinham de ficar em pé durante todo o rito batismal, sem poder sentar. ...A tia do bebê, que era uma criança pequena, cansada de ficar de pé por quase uma hora, sentou-se no chão... A cerimônia estava quase no final, os padrinhos fazendo o ato de renúncia ao Demônio e seus atos ─ renúncia enfatizada na Igreja Ortodoxa por três cusparadas sobre o inimigo invisível ─ quando a menininha, brincando com a vela acesa, inadvertidamente incendiou as longas vestes do sacerdote. Várias pessoas, especialmente o sacerdote, acabaram seriamente queimadas. [CALDWELL, p 20]

Quando Helena tinha 11 anos, em 1842, sua mãe morreu. Ela e os irmãos, Vera e Leonid, foram morar com os avós maternos, em Saratov; o avô, general André Mikaelivitch Fadeyev [ou Fadeef], era governador de província e a avó, Princesa Helena Dolgorukov, era botânica e escritora. A mansão dos avós, enorme construção do século XVIII, tinha uma atmosfera de mistério: galerias subterrâneas, passagens abandonadas, inúmeros recantos e esconderijos; lugares onde a menina se escondia quando queria fugir da disciplina doméstica. Não raro, se perdia naqueles labirintos mas dizia que não tinha medo porque jamais ficava sozinha: tinha a companhia de estranhas criaturas às quais chamava "corcundinhas".

Ainda assim, era muito nervosa: tinha ataques de riso, de eloqüência, era sonâmbula e as vezes dizia-se perseguida pelos "terríveis olhos brilhantes". Definitivamente, Blavatsky não foi uma criança normal. Teve uma educação esmerada, com rica biblioteca à sua disposição: devorava os livros. Era inteligente: aprendia outros idiomas com facilidade, tocava piano muito bem, pintava com maestria, era uma amazona destemida que montava cavalos poderosos usando cela masculina.

Desde cedo, também demonstrava seus poderes ocultos, ainda crus, sem controle, como a clarividência ─ faculdade inspiradora das incríveis histórias de eras passadas que contava a adultos e crianças ─ a telecinese com a qual movia objetos com a mente e produzia pancadas, a telepatia, comunicação à distancia através do pensamento e leitura do pensamento de terceiros e o mesmerismoMahatma [grande espírito], Irmão da Fraternidade Branca, Mestre Morya. [capacidade de hipnotizar pessoas e animais]. Ainda na infância, tinha visões de um homem de feições orientais que, mais tarde, revelou-se como seu mestre espiritual, um

Casamento

A jovem não se preocupava em casar porém, geniosa como era, foi desafiada: uma ama ou dama de companhia afirmou que com aquele temperamento a moça jamais casaria e apontando um velho e feio amigo da família, Nicephoro V. Blavatsky, a quem Helena chama de "corvo sem penas", disse que nem mesmo ele a aceitaria como esposa [na verdade Nicephoro tinha cerca de três vezes a idade dela, algo em torno de 51 anos]. Assim instigada e sem pensar no que fazia a moça dirigiu-se àquele senhor e conversou com ele poucos minutos. Três dias depois ele fez o pedido de casamento. O pai consentiu e não houve como escapar. O casamento foi realizado em 1848; outras fontes indicam a data de 07 de julho de 1849; ela tinha 17 anos.

Consta que a união jamais foi consumada [no sentido bíblico da expressão]. Três meses depois ela fugiu do abrigando-se com os avós que a enviaram à casa do pai. No caminho, temendo ser obrigada a voltar para o marido, fugiu de novo e, desta vez, abandonou a Rússia dando início à grande aventura que foi sua vida. Durante dez anos viajou pelos mais diferentes e remotos lugares do mundo: Ásia Central, Índia, América do Sul, África, Leste Europeu, Turquia, Egito, Grécia, México, Ilha de Java, entre outros. Apesar do escândalo, o pai não a desamparou e patrocinou suas viagens providenciando regulares remessas de dinheiro. Daquele casamento ela conservou apenas o nome com o qual tornou-se famosa e somente voltou à Rússia depois que a separação foi legalizada.

* Este casamento de Blavatsky é objeto de controvérsia entre os biógrafos. Um bom apanhado das diferentes versões pode ser encontrado no artigo de Marina Cesar Sisson, Novas Luzes Sobre o Primeiro Casamento de HPB, disponível on-line em BLAVATSKY.NET. No mesmo site, há outro artigo, da mesma autora, sobre um suposto filho! de HPB, Yuri, um tema pouquíssimo comentado pelos que conhecem, em linhas gerais, a vida ocultista: HPB Com Seu Filho Yuri.

Aventuras e Treinamento Esotérico

Em 1851, aos 20 anos, H.P. Blavatsky estava em Londres onde, finalmente, teve seu primeiro encontro, no plano físico, com o Mestre Morya, aquele que aparecia em suas visões de infância. Soube, então, que ele era um Iniciado oriental, um indiano nascido no clã dos Rajput, descendente de uma dinastia de guerreiros. Sobre este episódio, a condessa Constance Wachtmeister escreveu:

Em Londres, em 1851, andando um dia na rua viu um homem indiano alto ao lado de uma princesa também indiana. Imediatamente o reconheceu como a entidade astral que sempre a acompanhava. Seu primeiro impulso foi correr até ele para conversar, mas o homem lhe fez um sinal para que não se aproximasse... No dia seguinte, Helena foi ao Hyde Park para um passeio solitário... quando viu o homem do dia anterior se aproximando. Foi então que seu Mestre lhe disse [que] ...queria muito encontrar Helena pessoalmente porque precisava pedir sua cooperação num trabalho que precisava ser implantado. Explicou que uma sociedade teosófica estava para ser formada e gostaria que ela fosse a fundadora... Disse que ela teria de passar três anos no Tibete para ser preparada para essa importante missão [CALDWELL, p 31].

Naquele mesmo ano [1851] ela empreendeu novas viagens. Em 1854, nos Estados Unidos, cruzou as Montanhas Rochosas em um carroção de imigrantes.Em 1855, foi para a Índia, via Japão [que mulher!] e conseguiu entrar no Tibete [era a segunda vez que tentava; na primeira, 1852, fracassou]. Ali, sob a orientação do Mestre Morya, durante três anos, foi adequadamente treinada e iniciada no teoria e na prática das ciências ocultas. Entre 1860 e 1865, novamente viajando, desta vez pelo Cáucaso, passou por uma séria crise física e psíquica que, uma vez superada, resultou no domínio completo de seus poderes paranormais. Em 1865, em carta para sua irmã, Vera P. de Zhelihovsky, Blavatsky comenta: "Agora, não estarei mais sujeita a influências externas".

Estranha Doença

Como foi mencionado, Blavatsky passou um período com a saúde abalada. Aparentemente, tudo começou durante uma viagem uma viagem, nas estepes asiáticas, onde sofreu um ferimento grave na altura do coração [segundo ela mesma, um golpe de sabre]. Sobre ferimentos que sofreu em suas aventuras, consta, ainda, que na Itália, filiada à associação carbonária em 1856, lutou ao lado de Garibaldi, em Viterbo, e depois, em Montana, onde foi ferida tantas vezes que foi dada como morta no campo de batalha [CARDILLO, p 10]. Mas aquele ferimento no peito não se curava totalmente. A chaga se abria e, então, ela tinha convulsões e entrava em estado de transe comatoso. Este estado durava entre três e quatro dias ao fim dos quais a ferida fechava espontaneamente sem deixar seqüelas.

Em 1859, quando estava na Rússia, morando, em uma casa de campo, com o pai e a irmã, Vera, que desconheciam os detalhes do problema, ocorreu umas crises. O médico foi chamado mas antes que pudesse examinar a paciente: "... viu uma mão grande e escura colocar-se entre entre a sua e o ferimento que ia costurar... aquela mão movia-se vagarosamente, a intervalos, do pescoço até a cintura. Para piorar mais as coisas, começou a ser ouvido no quarto um barulho terrível, um verdadeiro caos de sons e ruídos vindos do teto, do piso, das vidraças e de todas as peças do mobiliário do apartamento. O médico, apavorado, implorou para não ser deixado sozinho com a paciente" [CALDWELL, p 36].

No mesmo período, independente da questão do ferimento, ela sucumbia em estado de semiconsciência e uma febre branda a consumia. Nada comia ou bebia. Chegou a passar uma semana sem se alimentar. Em quatro meses, ficou cadavérica. Quando recobrava os sentidos, dizia que era tomada por um "outro eu" que sequer conhecia H.P. Blavatsky. O "outro eu", vivia em um país distante.

Uma dessas ausências aconteceu em Ozorgeti, vila militar da Migrelia, onde ela tinha comprado uma casa. Era uma cidade pequena e sem recursos. O médico local, impotente diante da estranha moléstia, decidiu enviá-la para Tiflis, onde poderia ser diagnosticada e tratada. O transporte foi feito pelo rio, estreito, cercado de densa mata. Acompanharam-na empregados nativos que testemunharam, aterrorizados, cenas extraordinárias. Blavatsky saía da embarcação e deslizava sobre a água rumo à floresta. Todavia, seu corpo continuava prostrado no barco. É de se supor que viam o deslocamento do corpo astral da doente.

Fracasso no Egito

No outono de1865 ela retomou suas viagens: Balcãs, Grécia, Egito, Síria, Itália. Em 1868, estava novamente no Tibete onde ficou hospedada com outro Mestre Iniciado, Koot Hoomi. Em 1871, na Grécia, embarcou em um navio com destino ao Egito. O navio naufragou. Ela escapou do naufrágio e se estabeleceu no Cairo onde tentou fundar uma Sociedade Espírita, iniciativa que fracassou vergonhosamente sob acusação de produzir fenômenos de forma fraudulenta. Blavatsky justificou o episódio atribuindo os truques, grosseiros, a membros da Sociedade que agiam de má fé. Em 1872, ela deixou o Cairo.

Nova Iorque

Em 1873, H.P. Blavatsky chegou a Nova Iorque onde começaria uma nova fase de sua trajetória no Ocultismo. Fase marcada por um trabalho mais sistemático na divulgação da Doutrina Secreta. Já famosa em seu próprio pais e em toda a Europa, seu prestígio e também o número de seus admiradores e opositores expandiram-se na metrópole norte-americana. A fama foi conquistada não somente pelos comentários das muitas pessoas que, até então, haviam testemunhado os prodígios que realizava mas, também, porque Blavatsky foi uma jornalista: obtinha parte de seus recursos escrevendo artigos e ensaios sobre temas ocultistas, relatos sobre países exóticos, suas viagens e temas da vida russa.

No primeiro período que passou em Nova Iorque, Madame Blavatsky passou por muitos endereços. Logo em sua chegada, ficou sem dinheiro. O pai falecera e os trâmites legais relativos à herança suspenderam temporariamente as remessas. Ela foi morar em uma comunidade de "mulheres trabalhadoras respeitáveis", casa n°222, Madison Street. Quando a situação financeira foi regularizada, mudou-se para a esquina da rua 14 com a avenida 4. Entretanto, rapidamente, gastou todo dinheiro da herança. Madame era assim: quando muito tinha, muito gastava, proporcionando-se luxos; quando a bolsa ficava vazia, adotava hábitos modestos e mudava-se para lugares mais baratos.Blavatsky

HPB Encontra H.S. Olcott ─ 1874

O coronel Henry Steele Olcott, advogado e militar muito honrado pela sua participação na Guerra Civil, foi o grande companheiro de H.P. Blavatsky, co-fundador da Sociedade Teosófica. Estudioso do Espiritismo, Olcott conheceu Blavatsky em Chittenden, estado de Vermont, numa fazenda chamada Hospedaria Eddy, onde estavam ocorrendo fenômenos espantosos: materialização de formas fantasmagóricas, conforme vinha sendo divulgado no periódico Banner Light. As aparições, sensacionais, atraíam muitos visitantes. Olcott foi ao local e lá ficou quatro dias.

De volta a Nova Iorque, escreveu um artigo que foi publicado no New Iorque Sun. O artigo fez muito sucesso e o pesquisador foi convidado por outro jornal, o New Iorque Daily Graphic para fazer uma série de reportagens sobre o tema. Olcott voltou à Hospedaria Eddy e ali encontrou Madame que, atraída pelas reportagens, foi ver de perto os tais fenômenos. Ela fez mais do quer ver: depois de sua chegada, os fenômenos ganharam um novo colorido porque ela mesma produziu fenômenos: "Até o momento em que HPB apareceu em cena, as figuras que se mostravam ali eram de índios pele-vermelha, americanos ou europeus parecidos com os visitantes. Mas na primeira noite de sua chegada, figuras de outras nacionalidades começaram a se mostrar... Havia um jovem servo georgiano do Cáucaso, um mercador muçulmano de Tiflis, uma camponesa russa e outros" [CALDWELL, p 59].

Em Nova Iorque, Olcott procurou Blavatsky, que estava morando em Irving Place, nº16. Com ela, o coronel transpôs os limites do espiritismo kardecista e conheceu os filósofos orientais, o budismo e a existência dos adeptos [os Mahatmas ou Irmãos do Himalaia]. Mais tarde, foi adotado como discípulo pelo Mestre Koot Hoomi.

Sociedade Teosófica & Ísis Sem Véu

Em 17 de novembro de 1875, Blavatsky, Olcott e William Q. Judge fundaram oficialmente a Sociedade Teosófica sendo Olcott o presidente, Judge o conselheiro e Blavatsky, secretária para correspondências. Entre os objetivos da Sociedade destacam-se: estudo comparativo das religiões, filosofias e ciências de todo o mundo e todas as culturas; investigação dos fenômenos inexplicáveis da Natureza. A idéia de formar a Sociedade foi de Olcott porém ele desconfiava que a inspiração fora "colocada" em sua mente porque no livro de anotações de HPB havia um escrito de julho de 1875 onde a ocultista registrou: "Ordens recebidas da Índia são de estabelecer uma sociedade filosófico-religiosa e escolher um nome para ela também escolher Olcott" [CALDWELL, p 76].

Ainda em 1875, poucos meses antes da fundação da Sociedade Teosófica, Blavatsky começou a redigir Ísis Sem Véu [Isis Unveiled]. Na época, morava em Irving Place, rua 34, nº 433, onde ela e Olcott eram vizinhos, ela no primeiro andar, ele, no segundo. As fontes de pesquisa, citações, referências a livros e autores, muitos deles, obras raras, sempre foram um dos grandes mistérios da ocultista. A biblioteca de Madame contava com poucos títulos que cabiam em um pequena estante. Ela explicava que obtinha as informações acessando os livros diretamente em Akasha, a Luz Astral ou, ainda, materializando temporariamente os livros que consultava. Essas referências foram cuidadosamente checadas por seus revisores que constataram a autenticidade das fontes. A "precipitação" ou "aporte" de objetos tais como livros, cartas, jóias, entre outros, era um dos mais surpreendentes prodígios que Blavatsky realizava e, em numerosas ocasiões, diante de várias testemunhas, em qualquer ambiente, à luz do dia e ao ar livre.

A redação de Ísis Sem Véu continuou na rua 47, nº 302, no local que ficou conhecido como Lamaseria, considerado quartel-general nos primeiros tempos da Sociedade Teosófica em Nova Iorque. Ísis Sem Véu foi publicado em 1877 pelo editor J.W. Bouton e vendeu mil exemplares somente nos primeiros dez dias [e continua vendendo até hoje]. O sucesso de público tornou sua autora ainda mais conhecida. Blavatsky naturalizou-se norte-americana em 08 de julho de 1878 e, em dezembro do mesmo ano, ela e Olcott viajaram para a Índia com a missão de fundar um núcleo da Sociedade naquele país.

Índia

Em 16 de fevereiro de 1779, Olcott e Blavatsky chegaram a Bombaim sendo recepcionados por simpatizantes que já conheciam Madame HPB e as atividades da Sociedade Teosófica. Durante dois anos visitaram várias cidades e vilarejos indianos. Também foram a Sri-Lanka [Ceilão]. Naquele primeiro ano foi lançada a revista mensal Theosophist [publicada até hoje, 2008]. A revista gerou recursos da para se sustentar desde o início e logo começou a render pequenos lucros.

Em Allahabad, encontraram A.P. Sinnet, editor e articulista do periódico Pionner. Viajavam em grupo no qual se encontravam dois fundadores de uma comunidade budista: Edward Wimbridge e Damadar k. Kalavankar. Com este grupo foram ao Sri-Lanka onde permaneceram entre maio e julho de 1880. Em 25 de maio, Blavatsky e Olcott fizeram os votos do Pansil, em língua pali: uma declaração de observância aos princípios budistas. Seguiram para Panadure e, depois, em Kandy, visitaram o templo do Sagrado Dente de Buda, Dalada Maligawa. A relíquia tinha o tamanho de um ente de jacaré. Perguntaram a Blavatsky se ela acreditava que o objeto era genuíno. Ela respondeu: "Claro que é o dente dele; aquele que tinha quando nasceu como tigre" [CALDWELL, p 122].

O Broche da Sra. Hume

Entre setembro e outubro de 1880, HPB e Olcott estavam em Simla, norte da Índia. Ali, Blavatsky realizou vários prodígios do tipo "aporte de objetos", fazendo surgir do nada cartas, cigarros, xícaras, água, bordados em lenços, jóias, como no famoso caso do "broche da Sra. Hume". Ela perguntou à Sra. Hume: "Quer alguma coisa especial? pense em algo que gostaria... alguma coisa que queira não apenas por motivos mundanos; alguma coisa difícil de obter". A senhora, então, referiu-se a um broche que sua mãe lhe dera e ela perdera:

Madame Blavatsky então enrolou em dois papéis de cigarro uma moeda que trazia presa na pulseira do relógio e a colocou em seu vestido, dizendo que esperava trazer de volta aquele broche ainda naquela noite.... Um pouco mais tarde, no salão, avisou que o broche não seria trazido para dentro da casa, mas que deveriam procurar por ele no jardim. ...Uma prolongada e cuidadosa busca foi então efetuada com a ajuda de lanternas até que um pequeno pacote de papel de cigarro foi encontrado entre as folhas pela senhora Sinnet. Ao ser aberto, mostrou conter um broche que correspondia exatamente à descrição feita previamente e que a senhora Hume identificou como sendo o dela [CALDWELL, p 135].

O episódio presenciado e o relato escrito foi assinado por nove testemunhas: A.O. Hume, M.A, Hume, Fred R. Hogg, Alice Gordon, Wm. Davidson, Stuart Beatson, P. J. Maitland, A. P. Sinnett, Patience Sinnett.

Madras: Sociedade Teosófica & O Caso Coulomb

Em maio de 1882 a Sociedade Teosófica estabeleceu sua sede indiana em uma ampla propriedade situada as margens do rio Adyar, perto de Madras. Blavatsky e Olcott mudaram-se para lá em dezembro daquele ano. Foi nesta sede que aconteceu a chamada "Conspiração dos Coulomb". Alexis e Emma Coulomb, um casal de missionários cristãos, ambos dizendo-se interessados na Teosofia, foram acolhidos na casa. Emma já conhecia HPB de longa data, desde a malograda experiência da Sociedade Espírita no Egito. Eles forjaram uma situação a fim de denegrir os Teósofos acusando-os de fraude. Cartas, atribuídas a Blavatsky, foram publicadas atraindo a atenção da Society For Psyphical Research, de Londres. O caso ganhou ampla repercussão.

Formou-se uma comissão a fim de apurar a veracidade das denúncias e Richard Hodgson foi enviado à Índia para investigar a questão. O relatório final, em 1885, sentenciou: Madame Blavatsky era uma impostora! Abalada com a traição e a acusação, a ocultista ficou seriamente enferma. Foi desenganada, todavia, recuperou-se. Apesar disso, o médico insistiu que ela fosse para a Europa o quanto antes.

Os Coulomb e o Relatório Hodgson não ficaram sem resposta. Outros estudiosos ocuparam-se do assunto até que ficou definitivamente demonstrado que o casal havia se infiltrado na Sociedade justamente para criar [ou "plantar"] os fatos que resultaram nas denúncias: foi provado, por exemplo, que as cartas apresentadas como sendo escritas por HPB eram falsificadas.

Em 1880, ela e o marido [os Coulomb] estavam passando por dificuldades financeiras e, sabendo que a Madame estava em Bombay, pediram-lhe ajuda. O casal juntou-se ao pequeno grupo de trabalhadores, ainda em Bombay, em troca de casa e comida. Emma Coulomb trabalhava como governanta da casa e Alexis Coulomb, que era um marceneiro habilidoso, na manutenção. Em 1884, Emma Coulomb entregou para o rev. Patterson cartas que ela alegava terem sido escritas por HPB, onde a Madame combinava detalhes de truques para a realização de seus fenômenos, "provando", assim, que os fenômenos eram fraudes e HPB uma impostora. As cartas foram publicadas pelo Christian College Magazine, sob o título de "O Colapso de Koot Hoomi" [SISSON, 2000].

Dispositivos, como um alçapão e um boneco que serviriam para iludir pessoas crédulas freqüentadoras da sede indiana foram providenciadas pelo casal durante um período em que Blavatsky e Olcott se ausentaram da propriedade: no quarto de HPB, "Alexis Coulomb havia construído buracos e painéis deslizantes os quais, mais tarde, eles afirmariam tratar-se de artimanhas mecânicas utilizadas por HPB para a produção de seus fenômenos" [SISSON, 2000]. Os Coulomb foram expulsos de Adyar e acusados de desvio de verbas, difamação e fraude.

A Doutrina Secreta

O projeto editorial de A Doutrina Secreta, expressão máxima da Teosofia, começou a ser esboçado, com as primeiras anotações, seleção dos temas etc. em 1779 mas o livro somente começou a ser escrito, de fato, em 1885, depois do caso Coulomb, quando HPB deixou a Índia e foi para a Europa a conselho médico. O trabalho retomado na Alemanha. As repercussões da difamação dos Coulomb, que continuaram, por muito tempo, gerando controvérsias e notícias de jornal perturbou profundamente a ocultista. Ela perdia a concentração e somente quando superava o desânimo retomava a escrita.

Em julho de 1886, na Bélgica e completamente dedicada à Doutrina Secreta, Blavatsky foi acometida por uma séria doença renal. Sua saúde debilitava-se cada vez mais e consta que não morreu, na Índia mesmo, por intervenção direta do seu Mestre, o Mahatma Morya. Os médicos davam-lhe pouco tempo de vida. Morya, que a socorrera em sucessivas crises, ofereceu-lhe a opção: morrer ou continuar escrevendo a obra monumental; ela viveu! Em março de 1887 foi para Londres, de onde não mais sairia, e ali residiu em pelo menos três diferentes endereços até a morte.

A doutrina Secreta exigiu da ocultista um esforço titânico de vontade e uma severa disciplina de trabalho, das primeiras horas da manhã até o anoitecer. Não raro, era vista escrevendo até altas horas da madrugada quando todos pensavam que já se recolhera. Mais uma vez, a "biblioteca astral" foi utilizada em cerca de 1.400 citações e referências. Muitos discípulos e o próprio Mestre Morya auxiliaram nas revisões, correções e preparação das provas dos originais.

Finalmente, o primeiro volume de A Doutrina Secreta, tratando da Cosmogênese, foi publicado em 20 de outubro de 1888. O lançamento foi simultâneo em Londres e Nova Iorque. A edição inglesa vendeu 500 exemplares mesmo antes mesmo do lançamento. [O segundo volume apareceu no fim daquele ano]. Demonstrando uma determinação extraordinária, considerando a saúde seriamente comprometida, Blavatsky acumulou o labor da Doutrina com a elaboração de artigos para a revista Lúcifer, porta-voz da Sociedade Teosófica em Londres, e também para outros periódicos, como Path. [Olcott, na Índia, continuou editando a Theosophist]. Depois de concluir a Doutrina Secreta, Madame ainda escreveu outros livros notáveis, como A Voz do Silêncio e A Chave da Teosofia, ambos em 1889.

Magia Negra! Curiosa Cura

Em 1891, o norte-americano James Morgan Prayse estava em Londres. Ele vivera em uma comunidade esotérica, em Minnesota e já tinha vivenciado numerosas experiências paranormais. Para ele, deslocar-se ou comunicar-se com personalidades distantes através do corpo astral era uma experiência comum. Estudioso da obra do ocultista Paracelso, em 1899, Prayse tentou entrar em contato com aquele mestre através de Akasha [a Luz Astral] e, para tanto, concentrou-se na personalidade que tanto admirava:

"...quando meditava, o rosto de HPB veio à minha mente. Eu a reconheci pelo retrato em Ísis... Pensando que o retrato astral era uma divagação fantasiosa, tentei apagá-lo; mas nisso o rosto deu sinais de impaciência, e imediatamente fui tirado do meu corpo e levado "no astral" para HPB, em Londres... [Ou seja...] ... Buscando Paracelso ...não tentando me intrometer com HPB... acabei por encontrá-lo. Porque HPB era Paracelso. ...Uma noite... [estando Prayse em Londres no começo de 1891] ...chegou a notícia de que HPB estava tão doente que os médicos achavam que ela não passaria daquela noite... Resolvi tentar um experimento.

Em anos passados eu havia realizado inúmeras experiências hipnóticas... algumas vezes usando meu prana [força vital] como força curativa. Já que HPB estava morrendo por falta de força vital... decidi transferir para ela metade do meu prana... Assim que comecei a me concentrar para fazer a transferência, HPB me chamou de forma bem audível: "Não faça isso, é magia negra". Determinado, respondi: "Muito bem, Velha Senhora, magia negra ou não, eu vou fazer". E fiz. Na manhã seguinte, eu me sentia debilitado, mas isso era uma coisa sem muitas conseqüências; demoraria uns dias para eu recobrar as forças. Na mesa do desjejum, recebi boas notícias. HPb estava se recuperando... [CALDWELL, p 297-299]

Morte

Apesar do esforço de "magia negra" do jovem Prayse, meses depois, o inevitável aconteceu. Em 03 de julho de 1890 foi inaugurada a sede central européia da Sociedade Teosófica. Era a casa de Anne Besant, na 19 Avenue Road, St, John's Wood. Blavatsky passou a morar ali. Besant, jornalista, pesquisadora de ciências humanas e esoterismo, aderiu a S.T. em 1889. HPB, muito debilitada, quase não comparecia às reuniões; preferia ficar sozinha em seus aposentos.

Na noite de 23 de abril de 1891 ela passou mal: tinha calafrios. O médico, Dr. Mennel, diagnosticou influenzza. Várias pessoas da casa também ficaram doentes. HPB apresentava o quadro mais grave: febre alta, tosse, dificuldade para engolir e respirar, amigdalite. Apesar de ter apresentado discreta melhora, a situação não era animadora. No fim da tarde de 07 de maio ela ofereceu um cigarro ao médico. Foi o último cigarro que enrolou na vida. Às 11:30 h da manhã de 08 de maio, tendo à cabeceira Laura M. Cooper e Mr. Wright, assistida por uma enfermeira, ela morreu lenta e suavemente. Seu corpo foi cremado no Woking Crematorium, Surrey, Inglaterra. O coronel Olcott, que estava em Sidney, onde daria uma palestra, soube que ela tinha morrido através de mensagem telepática enviada pela própria Blavatsky.

Ocultista em vida, Madame ou quem quer que fosse no plano espiritual, continuou ocultista em seu post mortem. Poucos dias depois da morte, ela apareceu para a discípula Julia Keightley:

Ela me acordou à noite. ...Ela me olhou com seu olhar leonino. Então sua figura foi se adelgaçando, espichando, ficando mais alta, assumindo formas masculinas; seu rosto se alterou lentamente até que um homem alto e forte apareceu diante de mim, os últimos vestígios do rosto dela desaparecendo no dele. Apenas o olhar leonino, radiante, permaneceu. O homem levantou a mão e disse: "veja isso". Andou pelo quarto e colocou a mão sobre o retrato de HPB. Desde então, ele tem aparecido para mim várias vezes, dando instruções, até em plena luz do dia, enquanto estou atarefada, trabalhando. Uma vez ele saiu de um grande retrato de HPB. [CALDWELL]

Cigarros ─ A Figura ─ A Personalidade

Madame Blavatsky tinha uma personalidade forte, um gênio irritável e muitas vezes, irritante, um senso de humor satírico, especialmente com aqueles que ansiavam ver prodígios e uma característica assinalada por muitos que a conheceram era o hábito de fumar desbragadamente, cigarros mas, também haxixe. Vários testemunhos referem-se à sua aparência física e ao seu excêntrico modo de ser para uma mulher ocidental do século XIX. Os relatos abaixo, entre muitos outros, foram extraídos do livro de Daniel Caldwell [que, aliás, é uma coletânea de relatos]:

Eu a via, dia após dia, sentada ali [na casa nº222 da Madison Street], enrolando seu cigarro e fumando sem parar. Trazia no pescoço uma espécie de cabeça de animal peludo, na qual guardava seu fumo... Creio que devia ser mais alta do que aparentava, porque era forte; tinha rosto e ombros largos; o cabelo era marrom claro, todo encrespado, como o dos negros. [Elizabeth G. K. Holt, p 51].

Seu nariz era uma catástrofe, mais um apêndice utilitário do que um ornamento, e a boca, animalesca. A forma da cabeça indicava inteligência, e seu cabelo era a coisa mais estranha que eu já havia visto; muito grosso, preso num birote na parte de trás da cabeça. Embora de cor clara, tinha a textura de cabelo de negro. Era macio, bonito e iluminado, mas enrolado como carapinha. ...Era evidente que fumava demais, e descobri que usava também o haxixe... Disse que já fumara ópio, mas as sensações produzidas pelo haxixe eram celestiais ou infernais; nunca tinha encontrado nada que se comparasse a ele para estimular a imaginação. [Hannah M. Wolf, p 53]

Madame costumava usar uma roupa larga e uma espécie de jaqueta bordada, com os papéis de cigarro num bolso e o fumo no outro. ...O tabaco que ela usava era do tipo popular; talvez devido à sua falta de dinheiro. Os cigarros eram incontáveis,e os vasos de flores ficavam lotados de tocos. [Eugene Rollin Corson - 1875, p 69]

Para Saber Mais

Livros de Blavatsky

Ísis Sem Véu (1877)
A Doutrina Secreta, vol. I e II (1888)
Glossário Teosófico (editado em 1892)
A Chave para a Teosofia (1889)
Ocultismo Prático
A Voz do Silêncio (1889)
No País das Montanhas Azuis
Pelas Grutas e Selvas do Hindustão
Cinco Anos de Teosofia (artigos da revista The Theosophist
Gemas do Oriente (pensamentos para cada dia do ano)

Livros sobre Blavatsky:

Caldwell, Daniel. [Trad. Vera Lucia Leitão Magyar]. O Mundo Esotérico de Madame Blavatsky: Cenas da Vida de Uma Esfinge Moderna. São Paulo: Madras, 2003.

CARDILLO, Edmundo. Blavatsky e Sua Obra. In A Chave da Teosofia, de H.P. Blavatsky. [trad. Ilka Arnaud]. São Paulo: Ed. Três, 1983 ─ Biblioteca Planeta.

RANSOM, Josephine. H.P. Blavatsky: Sinopse de Sua Vida. In A Doutrina Secreta, vol. I Cosmogênese - p 19. [Trad. Raymundo Mendes Sobral] São Paulo: Pensamento, 2000.

SISSON, Marina Cesar. O Caso Coulomb. In Informativo HPB nº10, 2000. Publicado em Blavatsky.net | português.


terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

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14/01/2009 - 17:53

SNI investigou OVNIs durante a ditadura

Forças Armadas têm relatos de objetos voadores desde 1952

FERNANDO RODRIGUES
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

“Um objeto luminoso, que fazia evoluções em alta velocidade sobre a parte frontal da cidade de Colares [no Pará]” foi visto pelo menos duas vezes, há pouco mais de 30 anos, nos dias 16 e 22 de outubro de 1977. “A forma do objeto era cilíndrica, quase cônica”, diz um relato pormenorizado. Um desenho rudimentar dessa suposta espaçonave interestelar completa a descrição do episódio.
O documento relatando esse caso não foi produzido por aficionados de objetos voadores não-identificados, ou OVNIs, como se convencionou chamar esse tipo de visão celeste.
Trata-se de um trecho de um informe oficial do governo. Tem 86 páginas, é classificado como “confidencial” e saiu do extinto SNI (Serviço Nacional de Informações), o órgão de espionagem da ditadura militar (1964-1985) -hoje sucedido pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência).
O SNI participou parcialmente de uma missão comandada pela Aeronáutica nos Estados do Pará e do Maranhão, no final de 1977 e início de 1978. O serviço secreto brasileiro era então comandado pelo general João Batista de Figueiredo. Em 1979, ele se tornaria o último presidente militar antes da redemocratização do país.
Quando o SNI tomou parte dessa operação de caça a OVNIs, o regime autoritário já entrava em sua fase crepuscular. O Brasil estava menos convulsionado. O governo havia sufocado os focos de esquerda mais radicais. O “milagre econômico” era coisa do passado, mas o país ainda crescia a taxas anuais de 5%. Os órgãos de segurança estavam mais livres para procurar novos inimigos a combater.
Em meados de 1977, os jornais do Pará e do Maranhão traziam insistentes relatos sobre “luzes misteriosas, causadoras de mortes e alucinações”. Pessoas em contato com o fenômeno apresentavam sintomas de “paresia [paralisia incompleta] generalizada, hipetermia, cefaleia, queimaduras superficiais, calor intenso, náuseas, tremores do corpo, tontura, astenia [fraqueza] e minúsculos orifícios na pele”.
A Aeronáutica não titubeou. Mobilizou homens e recursos para uma missão. Num ato de humor involuntário, batizou a empreitada para buscar discos voadores com o nome autoexplicativo de Operação Prato, segundo relato do SNI.
Além dos agentes do serviço secreto e dos oficiais da Aeronáutica, houve também algum tipo de colaboração da Marinha, coletando histórias com pescadores locais.
A ideia era comprovar se havia OVNIs na região litorânea entre o Pará e o Maranhão.
Os agentes se dividiam em turnos. Faziam vigílias noturnas até o dia amanhecer em lugarejos pouco povoados.
O documento do SNI é apenas um extrato do que está na Aeronáutica e permanece em segredo. O esforço dos “observadores” militares às vezes resultava em nada. Por exemplo, no dia 27 de outubro de 1977:
“1h15 - Observadores instalados no alto da caixa d’água”;
“4h05 - Populares observam o deslocamento de uma intensa “luz” ao nível das árvores (Roberto), informam aos observadores postados na caixa d’água (30 a 40 m de altura) ao nível do topo das árvores, nada observado. Restante do período, nada a relatar”.
Quando raiava o dia, descanso. Sucessivos relatos dos militares da Operação Prato começam assim: “6h30 - descanso até as 14h”.
Eles dormiam de dia e trabalhavam à noite. Algumas vezes, a intensa atividade celeste no turno da noite levava o descanso a se estender até as 15h.
No dia 5 de novembro de 1977, muitas luzes chamaram a atenção dos oficiais da Aeronáutica na missão de encontrar os OVNIs:
“1h00 - Observada “luz” pairando sobre a água no rumo de Joanes/Jobim (PA)”;
“2h15 - Observada “luz” coloração azulada forte, próxima ao farol de Colares, deslocou-se com velocidade sobre a água para o norte. Observou-se uma luminosidade reflexa sobre a água até as 3h25″.
O relatório do SNI não explica o que eram de fato essas luzes. Traz alguns desenhos sugerindo serem naves espaciais. A câmera da marca Minolta modelo SRT-101 usada para fotografar os OVNIs chegou a registrar “uma mancha branca, como se fosse uma luz”.
Em outra oportunidade, “a revelação mostrou uma mancha preta, como se tivesse queimado o filme”.
Em um trecho, fica claro o ceticismo dos militares: “A equipe do 1º Comar [Comando Aéreo Regional] regressou a Belém [PA] mantendo-se reservada com o que foi observado. Não há um consenso entre os membros da equipe sobre o que foi visto, mas parece que essa atitude está intimamente relacionada com o receio de cair no ridículo perante os colegas”.

“ET de Varginha” em sigilo

O documento do SNI sobre a missão da Aeronáutica interessada nas coisas do espaço sideral só se tornou público graças a um pedido da CBU (Comissão Brasileira de Ufólogos).
Ufólogo vem de UFO -em inglês, “unidentified flying object”, o mesmo que OVNI.
Com base num direito garantido pela Constituição do Brasil, os ufólogos pediram acesso a documentos sobre OVNIs guardados pelas Forças Armadas e outros órgãos oficiais do governo federal. O requerimento foi protocolado na Casa Civil da Presidência em 26 de dezembro de 2007.
Em 31 de outubro passado, dez meses depois, chegaram as primeiras 213 páginas de papéis antigos e confidenciais da Aeronáutica. São datados de 1952 a 1969. Na última quinzena do mês passado apareceu o relatório de 86 páginas do SNI, relativo à Operação Prato, de 1977 e 1978. Isso foi tudo.
“É certo que há muito mais a ser revelado. Já apresentamos um novo pedido no dia 5 deste mês e podemos, se for o caso, entrar com um mandado de segurança para que os documentos sejam liberados”, diz Fernando de Aragão Ramalho, da comissão dos ufólogos.
Uma das joias mais preciosas para os ufólogos estaria ainda nas prateleiras dos militares sob a classificação de “ultrassecreto”: o caso conhecido como o “ET de Varginha”, referente a uma aparição nunca confirmada de dois visitantes espaciais à cidade mineira do mesmo nome, no ano de 1996.
À época, segundo relatos coletados pelos ufólogos, o Exército investigou o episódio. No requerimento enviado à Casa Civil, há mais de um ano, são citados 12 oficiais que teriam participado da operação diretamente. O governo ignorou a pergunta sobre o caso “ET de Varginha” e outros.
A Folha entrou em contato com o Ministério da Defesa. Indagou a razão de os ufólogos não receberem resposta específica para as perguntas.
O Exército reagiu com um comunicado lacônico. Não nega nem confirma a participação dos 12 militares no caso de Varginha. Também não responde se mantém esse ou outros arquivos em seu poder sobre supostos OVNIs e seres de outros planetas.
Os militares finalizam afirmando que o “prazo de sigilo de documentos” está regulado pelo decreto 4.553, de 2002. Há uma imprecisão nessa resposta. Esse decreto, editado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, fixava em 50 anos o prazo máximo para certos papéis serem mantidos longe do público. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou o decreto 5.301, em 2004, reduzindo esse período para 30 anos. Em ambos os casos, o sigilo pode ser renovado indefinidamente, até a eternidade.
Mas, mesmo sem revelar o que o Exército tem arquivado a respeito do caso “ET de Varginha”, os documentos oficiais divulgados até agora pelo governo mostram que autoridades brasileiras tiveram interesse e investigaram OVNIs ao longos dos últimos quase 60 anos.
O estudo mais curioso é de 1969. Foi supervisionado por um organismo da Aeronáutica: o Sioani (Sistema de Investigação de Objetos Aéreos Não-Identificados).
Funcionários do Sioani entrevistavam pessoas em várias partes do Brasil para coletar informações sobre aparições de possíveis alienígenas. Classificavam os informantes de maneira meticulosa, inclusive os que apresentavam “psicopatologia definida” e “desvio de personalidade”.
Ao final, 63 desenhos ilustram o que seriam os OVNIs avistados pelos brasileiros no final dos anos 60.
Essa galeria de rabiscos produzidos pela Aeronáutica remete a imagens comuns em séries de TV da época, como “Os Jetsons” e “Perdidos no Espaço”. Em dois casos, a nave espacial desenhada tem nítida influência de um automóvel esportivo popular no Brasil daquele período. Tem o “formato de Karmann-Ghia”, afirma o documento.

Caso mostra como regra de acesso a dados públicos é frágil

Mais do que mostrar um aspecto pitoresco das atividades secretas na ditadura militar, os casos de discos voadores investigados pelo SNI e pelas Forças Armadas revelam a fragilidade do sistema de classificação, conservação e divulgação de documentos públicos no Brasil.
A Comissão Brasileira de Ufólogos solicitou acesso aos documentos sobre OVNIs em 26 de dezembro de 2007. Recebeu a primeira resposta parcial em outubro de 2008. E alguns documentos de relevância foram liberados só em dezembro.
Muitos dos documentos requeridos pela CBU continuam em sigilo. Não há resposta satisfatória do governo se algum dia serão liberados. É o caso do episódio popularmente conhecido como “ET de Varginha”, ocorrido na cidade mineira de mesmo nome, em 1996.
O Exército investigou o episódio, segundo o pedido de informações da CBU. O Ministério da Defesa e o Exército nunca responderam.
“Na dúvida, o burocrata sempre suprime informação. Prevalece no país uma cultura de sigilo, não importando a relevância do documento em questão”, diz Claudio Weber Abramo, diretor-executivo da ONG Transparência Brasil.
O Brasil não tem uma lei ampla que facilite o acesso da população a informações produzidas pelo Estado. Mais de 60 países já têm essa legislação.
A Constituição garante o direito de acesso a informações públicas, mas o Congresso nunca regulou o dispositivo. A lei mais recente que trata do tema é a 11.111, de 2005. Patrocinada pelo governo Lula, ela aborda extensivamente as regras de sigilo e muito pouco o sistema de liberação de dados ao público.
No projeto de lei que o Planalto prepara sobre acesso a informações públicas não há, em princípio, preocupação em criar um órgão que faça com que as diversas instâncias cumpram a determinação de divulgar seus documentos.

Fonte: Folha de São Paulo
Link para Assinantes da FSP ou UOL

Objeto voador desconhecido fotografado no Hawaii

Data: 28/12/2008 - 04:47 hs
Local: Wahiawa, Hawaii

Segue relato da testemunha:
“Você pode checar essa foto que tirei? Ela foi tirada em Wahiawa, Hawaii, 12-28-08, às 04:47 AM.
Pessoas me disseram que o objeto é um pássaro, mas Eu não conheço nenhum pássaro no Hawaii que pareça com isso, mas posso estar errada. Eu tirei a foto com uma Kodak Digital de 7.2 Megapixels.
Obrigada,
Michelle”

Para ver a foto em tamanho grande clique aqui (3072 x 2304px - 1.26 Mb)

Fonte: UFO Casebook

Objeto voador desconhecido fotografado na Indonésia

Data: 04/12/2008 - 11:15 hs
Local: Indonésia

Segue relato da testemunha:
“Revisando fotografias de uma viagem em grupo à Indonésia, Eu percebi este objeto. Eu acho que ninguém viu este objeto já que ninguém disse nada na hora da foto. Estou apavorado após ter descoberto isso.”

Para ver a foto em tamanho grande clique aqui (2592 x 1944px - 2.1 Mb)

Fonte: MUFON - Evento #14800

Disco voador fotografado na Califórnia ou fraude?

Data: 10/01/2009 - 20:33 hs
Local: San Diego, Califórnia

Segue relato da testemunha:
“Esta foto foi tirada em 10 de Janeiro de 2009 enquanto Eu fazia hiking com um amigo no Condado de San Diego.
O disco apareceu rapidamente, pairou e então desapareceu quando eu tirei a foto.
Se você ampliar a foto poderá ver descargas elétricas saindo dos cabos de alta tensão abaixo do disco.
Eu já havia visto outros OVNIs em San Diego, mas somente durante a noite. Este foi muito próximo em plena luz do dia e me fez ficar apavorado!

Câmera - LG Electronics - BG-VX8350

Richard”

Fonte: MUFON - Evento #15156

Objeto voador desconhecido fotografado na China

Data: 27/10/2007 - 20:56hs
Local: China

Segue relato da testemunha:
“Esta imagem foi tirada em um monastério remoto na China. O lugar não é servido por serviços públicos incluindo eletricidade. O objeto não foi notado na hora por mim nem por ninguém presente.
É um lugar no sul da China próximo a uma montanha chamada Emei Shan.
Eu sou um estudante americano e tenho por hábito tirar fotos de locais interessantes e enviar para parentes e familiares.
Após retornar de viagem, minha família estava vendo as fotos e meu padrasto notou o objeto e perguntou se era algum tipo de luminária. Após garantir a ele que não havia nem eletricidade nesta área remota, nós ampliamos a foto para examinar melhor.
Ela mostra detalhes muito interessantes incluindo o que parece ser um pouco de fumaça no topo da coisa e ampliando mais dá para notar distorções atmosféricas acima dando a impressão de movimento para baixo.”

Para ver a foto em tamanho grande clique aqui (1200 x 1600 px - 812Kb)

Fonte: MUFON - Evento #15207

OVNI avistado e filmado por bombeiros na China

Data: 19/01/2009
Local: Liu Pan Shui, China

Por: Audrey Chan

Um notável OVNI foi visto e filmado por um esquadrão inteiro de bombeiros na cidade de Liu Pan Shui na província de Guizhou através de uma câmera com capacidade de zoom de 700X. Um dos bombeiros, Wang Jia Wei, notou uma estranha estrela brilhante e piscando se movendo em direção ao sudeste e foi em busca de uma câmera para filmar.

Com a câmera em mãos Wang pôde perceber que o objeto era na verdade dividido em dois, um no topo e outro invertido embaixo, formando algo como um diamante. Eles brilhavam em várias cores: Roxo, vermelho, azul, laranja, branco e dourado.

Wang então chamou por seus 8 colegas que observaram o objeto por quase uma hora até este desaparecer subitamente. 20 minutos de vídeo foram filmados para ser mostrado aos repórteres chineses.

Os bombeiros foram à Agência Metereológica de Liu Pan Shui buscar algumas respostas.
Os funcionários da agência se mostraram surpresos, mas foram incapazes de identificar o objeto, declarando então que se trata de um genuíno OVNI.

Não há indícios de que os bombeiros tenham falsificado o filme, a filmagem foi entregue ao departamento astronômico do governo para análises posteriores.
O OVNI corresponde ao que é normalmente descrito por testemunhas ao redor do mundo como ‘OVNI diamante’. Estas naves são usualmente vistas em grandes altitudes e raramente vistas próximas ao solo.

O incidente recebeu atenção massiva da mídia chinesa, embora não tenha tido nenhuma repercussão no ocidente até o momento.
Não surpreende, pois é um incidente bastante crível e convincente, do tipo do qual os governos do ocidente não querem que as pessoas saibam.
O governo chinês, no entanto, é conhecido por ter uma abordagem mais aberta aos OVNIs e sua existência é tida como fato consumado.


OVNI confirmado sobre Alemanha, diz Controle de Tráfego Aéreo

Data: 19/01/2009
Local: Alemanha

Pilotos de caça da Luftwaffe foram enviados em resposta a um drama envolvendo um OVNI sobre o espaço aéreo alemão.

O misterioso objeto foi rastreado através do país todo movendo-se em alta velocidade após ser descoberto por controladores de tráfego aéreo em 19 de Janeiro.

Agora um relatório oficial sobre o avistamento está sendo compilado pelo Departamento de Segurança Aérea (DFS) daquele país.

Investigadores já checaram e excluíram a possibilidade de aeronaves convencionais, balões meteorológicos e condições atmosféricas estranhas.

“Nós excluímos todas as possibilidades convencionais - é um mistério”, disse o porta-voz da DFS, Axel Raab.

Caças da Força Aérea Alemã foram colocados em alerta vermelho e ocorreram dezenas de informes dos objetos conforme eles voavam sobre o Sul do país, incluindo muitos aeroportos que foram colocados em estado de alerta.
Eles sumiram sobre Grafenwoehr, uma área usada por tropas americanas em exercícios de treinamento.

Raab disse: “Quando eles sumiram do radar, nós acreditamos que o que quer que fosse tivesse caído - mas não havia local de queda para ser visto. É um completo mistério. Eles confundiram os operadores de radar porque ficavam piscando na tela como se sumissem e aparecessem seguidamente. Então desapareceram por completo no ar.”

Fonte: Austrian Times

Dinamarca abre seus arquivos secretos sobre OVNIs

Quinta Feira, 29 de Janeiro de 2009

A Força Aérea Dinamarquesa abriu seus arquivos de OVNIs, fornecendo informação sobre mais de 15.000 relatos de avistamentos. Os arquivos estão disponíveis ao público, detalhando eventos ocorridos nos últimos 30 anos.

A Força Aérea Dinamarquesa publicou os arquivos online porque crêem que não há nada secreto nos arquivos. A Força Aérea disse que a maioria dos avistamentos permanecem não identificados porque os detalhes não são precisos o suficiente. Entretanto, alguns dos relatos contém detalhes suficientes para excluir explicações comuns como: aeronaves, fenômenos climáticos ou lanternas chinesas.

Nem todos os eventos são centrados na Dinamarca e um evento sobre a Groenlândia está atraindo atenção especial.

Em 5 de Janeiro de 1981, às 12:50, um objeto flamejante quadrado foi visto aproximadamente 45 graus acima do solo congelado próximo à Base Aérea de Thule. Ele então sumiu tão subitamente quanto tinha aparecido. Coincidentemente, estações de radar na base americana captaram um OVNI em suas telas às 12:50.

Thomas Petersen, capitão da Força Aérea, que tem conhecimento extenso sobre os arquivos, comentou que qualquer avistamento não resolvido é enviado ao Centro Ufológico Escandinavo se eles assim o requisitarem.

Ele acrescenta que a missão principal da Força Aérea é defender a Dinamarca contra ameaças, “e OVNIs não são tidos como ameaça”.

Fonte: The Copenhagen Post online

OVNIs Triangulares invisíveis à olho-nu filmados em infravermelho (visão noturna)

Data: Dezembro de 2008
Local: Fremont, Califórnia

Segue relato da testemunha:
“Estou empenhado em conseguir uma filmadora HD (Alta Definição), e também tenho filtros infravermelhos/UV que estou testando. Estou usando um visor de visão noturna de 3ª Geração e uma filmadora infravermelha/UV modificada.
Eu somente faço uma panorâmica do céu até ver algo de interessante. Normalmente eu vejo algo em cerca de 10 minutos. O tempo tem estado muito ruim ultimamente com muita chuva.
Se você gostar, somente increva-se em meu canal de vídeos e você os verá assim que estiverem no ar. Eu acabo de colocar arquivos de comparação.

VISUALIZAÇÕES

Objeto voador assusta cidade de Itatira (21/01/2009)

Por Daniela Nogueira

Um objeto voador não-identificado tem assustado os moradores da cidade de Itatira, no Sertão Central do Ceará. Irradiando uma luz muito forte, ele persegue as pessoas. Muitos itatirenses nem saem mais de casa à noite com medo de ver o OVNI.

Todos na região descrevem da mesma maneira. O objeto se move rápido, irradia uma luz muito forte, provoca um calor enorme e não emite barulho algum. São nos distritos da cidade de Itatira, a 216 quilômetros de Fortaleza, em que ele vem aparecendo aos moradores. Na região, há um misto de susto, medo e curiosidade. Ninguém sabe do que se trata. Mas especulações não faltam quanto ao objeto voador não-identificado (OVNI).

Hoje, 21, faz dois meses que ele foi visto pela primeira vez. Era noite, por volta das 21h40min. A aula havia terminado 10 minutos antes e dois adolescentes e uma criança, todos primos, voltavam, em uma moto, da escola para casa, na localidade de Trapiazeiro, distrito de Bandeira, a 35 quilômetros da sede. Francisco Joby Pereira Bastos, 17, guiava o veículo. Maria Gabriele Pinto do Nascimento, 9, vinha no meio e Francisca Marisa Pereira da Silva, 17, atrás. Uma rezava, outra gritava. Marisa viu primeiro. “Era uma claridade, tipo dos postes. Era uma luz vermelha forte e outras piscando ao redor”, conta ela, que se lembra de ter gritado muito, mandando o primo acelerar.

Joby garante ter sentido calor, enquanto o objeto brilhante seguia ao seu lado, emparelhado, no céu, num ponto mais alto. “Senti uma quentura. Estava vendo a hora ganhar os matos”, diz ele. Como os três estavam sem capacete e o caminho é todo de estrada carroçável, um acidente àquela altura poderia ter sido fatal. Gabriele hoje até ri do inusitado, mas naquela noite só pensava em pedir ajuda a Deus: “Rezei Ave Maria e Pai Nosso”.

Depois daquela cena, ficou difícil sair à noite. Marisa evitava. Além do medo, havia a chateação: “A gente levou muito o nome de mentiroso”. Muita gente não levou a sério. A mãe pensava que a filha ia enlouquecer, sem querer sair de casa, indo ao alpendre só olhar para o céu, buscando o objeto iluminado.

Medo

Depois da cena, que passou a se repetir em outras localidades em Itatira, há gente abusando (mais ainda) da imprudência na estrada. Uns só andam agora com o farol da moto apagado. “Parece que a luz da moto chama a atenção, né?”, diz Maria Glaudiene Pinto do Nascimento, mãe da Gabriele, dando seqüência aos boatos da região.

Quilômetros antes, na localidade Bola de Ouro, no distrito de Lagoa do Mato, ninguém viu ainda o tal fenômeno, mas a conversa já se espalhou. Todo mundo já ouviu falar e sabe de algum caso. “Eu não saio de casa de noite. Minha avó e minha mãe sempre falavam que, anos atrás, existiu um disco voador por aqui”, conta Maria Rosilene Pereira, que mora com a filha de seis anos. A menina se assusta até quando vê uma estrela piscando no céu. Chama a mãe e corre para casa com medo do “bicho que pega gente”.

O que é o objeto voador Rosilene não sabe, mas aconselha quanto aos riscos. “É perigoso ficar num lugar descampado. É bom correr e ficar embaixo de alguma árvore. Porque, se ele for descer, engancha nos galhos. Coisa boa não pode ser”, sugere ela.

Fonte: O Povo online

Cidade com Medo (24/1/2009)

Abin pede investigação para OVNIs em Itatira

Por Antônio Carlos Alves

Os moradores de Itatira estão apreensivos com estranhas aparições no céu. Alguns dizem ficar doentes

Itatira. Uma população em pânico. Esse é o cenário do município de Itatira, que fica a 216 quilômetros de Fortaleza, depois das aparições de objetos luminosos não identificados nos céus da região. Os 17.689 moradores do município estão apavorados com os relatos de pessoas que afirmam terem sidos seguidos por Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs). Nos 514 km² da cidade ninguém fala em outro assunto. Diante dos fatos, a Agência Brasileira de Inteligência Nacional (Abin) enviou documento para o delegado regional de Canindé, Francisco José Ferreira Braúna, pedindo que apurasse os fatos na região de Itatira. De imediato, o delegado designou o inspetor Dalton Júnior para acompanhar o caso na zona rural.

O clima de apreensão já tomou conta de estudantes das localidades de Cachoeira BR, Bandeira Nova e Velha, Morro Branco, Lagoa de Dentro, Linda, Pica Pau e Lagoa do Mato. Em Cachoeira, onde reside a jovem Amanda Silva Gomes, 18 — ela fotografou uma das aparições e afirmou que especialistas da Universidade de Campinas (Unicamp) entrou em contato e que, até o fim do mês, vão estar no município para falar com ela —, suas colegas Ana Patrícia do Nascimento, 16, Francisca Claudiana Silva Uchôa, 17, e Maria Katiele Martins Alves, 17, estão decididas a mudar o horário das aulas para evitar serem seguidas pelos objetos. Elas estudam à noite na Escola Eduardo Barbosa e precisam percorrer cerca de quatro quilômetros para chegar até a sala de aula.

Segundo o inspetor Dalton Júnior, o depoimento do agricultor Luís Denis Menezes é “estranho”. “O rapaz me falou que foi seguido por uma luz de cor amarelada com um calor intenso. Tentou fugir, mas a bateria de sua moto descarregou e ele correu mato adentro causando várias lesões no corpo”, disse o inspetor.

Conforme o que foi apurado, mais de 200 aparições já foram registradas em Itatira. Para se ter uma explicação sobre os fatos, de acordo com o ufólogo Agobar Peixoto, de 9 em 9 anos ou de 10 em 10 anos essas aparições se concentram em uma região cearense fazendo uma varredura no Ceará. Ele disse que o caso de Itatira será analisado. Para isso, visita o município hoje. “Considero as imagens feitas por Amanda de grande importância para estudos da Ufologia e um documento raro de ser visto”, disse o estudioso em Ufologia.

Rotas

De acordo com ele, existem duas rotas de Ovnis na região. A primeira começa na Chapada da Diamantina (MG), passa por São Raimundo Nonato (PI), Tauá, Quixeramobim, Itatira e Quixadá (CE). Já a segunda segue a rota da cidades de Canindé, Santa Quitéria, Sobral, Tianguá, todas no Estado, e Pedro II (PI). É como uma espécie de círculo.

Para aumentar o pânico, o pescador Francisco Paulo da Silva, conhecido como Pacatuba, 64, estava em um açude capturando peixes quando viu um objeto luminoso no céu. Assustado, fugiu e perdeu seus equipamentos de pesca e, por consequência disso, diz que agora vive tenso e ansioso.

Outro que afirma estar doente é Manoel Alves Barbosa, conhecido como Bena, 65. Ele conta que já viu o objeto voador por duas vezes. A primeira foi quando se deslocava do distrito de Queima da Onça para Lagoa de Dentro. A segunda vez quando foi pegar o seu jumento Pachola por volta das 19 horas. Os dois casos aconteceram há, exatos, 15 dias.

O prefeito do município, José Ferreira Matheus, e vice, Paulo Ruberto Mota Cavalcante, são cautelosos com referência ao assunto. Porém, irão entrar em contato com autoridades do Estado e ufólogos do Centro de Ufologia Brasileiro (CUB), com o intuito de esclarecerem os fatos.

Fonte: Diário do Nordeste

CUB diz que objeto não é estrela, astro, nem a Lua

É o que diz o Centro de Ufologia Brasileiro (CUB), que analisou a foto do fenômeno, registrada pela moradora da cidade, Amanda Silva Gomes, 18, que presenciou a cena inusitada

Daniela Nogueira

Não é uma estrela, não é um astro, é quase impossível de ser a Lua. Mas não se pode afirmar que o objeto voador que está amedrontando a população de Itatira é uma nave espacial extraterrestre. É o que diz o Centro de Ufologia Brasileiro (CUB), que analisou a foto do fenômeno, registrada pela moradora da cidade, Amanda Silva Gomes, 18, que presenciou a cena inusitada. A fotografia mostra uma luz forte com um fundo preto - condições que não ajudam a ufologia a descobrir o que se trata.

Suposto OVNI fotografado por Amanda Silva Gomes

O que pode ser feito, por enquanto, é alertar as autoridades para que alguma providência seja tomada e que os moradores de Itatira se sintam mais seguros. “É um caso de segurança nacional. Os ufólogos não têm como ajudar a população”, afirma o presidente do CUB, Milton Frank. A Aeronáutica, diz ele, possui equipamento adequado, como um radar, que permite a localização desses objetos móveis.

Os policiais militares de Itatira disseram que não possuem meios e tecnologia suficiente para investigar os casos. Do distrito de Lagoa do Mato, o subtenente Ferreira afirmou que o número de relatos está “fora do comum”.

A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio de sua assessoria de comunicação, em Brasília (DF), informou ao O POVO que não havia tomado conhecimento sobre o assunto, mas que iria verificar.

SAIBA MAIS

Há relatos de que um objeto voador não-identificado também tenha aparecido na cidade de Itarema, a 237,1 quilômetros de Fortaleza, na Região do Baixo Acaraú, em novembro do ano passado.

Uma criança de seis anos teria sido atacada pelo objeto e sofrido um corte. De acordo com os moradores da região, o menino chegou a ser submetido a cirurgia. A aparição deste objeto teria sido nas localidades de Córrego Salgado e Alegre.

O prefeito de Itatira, José Ferreira Mateus, o Zé Edval, disse que já ouviu falar no assunto, mas não comunicou a nenhuma outra autoridade. “Ouvi algumas pessoas comentando, mas não levei muito a sério”, diz. Segundo ele, deve tomar alguma medida, mas não há nada definido ainda.

Fonte: O Povo online

Avistamento em massa na capital da Costa Rica

Data: 28/01/2009
Local: Alajuelita, San José, Costa Rica

Um grupo de OVNIs luminosos foi avistado quando sobrevoavam um setor da periferia da capital costariquenha

Segundo reportou a imprensa local, as estranhas naves foram observadas nos arredores da capital Alajuelita e desapareceram de forma repentina.

“Um relampejante jogo de luzes coloridas iluminou o céu escuro de Alajuelita”, disse o jornal referindo-se ao misterioso caso, registrado na quarta-feira à noite, dia 28 de janeiro de 2009.

“O espetáculo incomum fez com que famílias inteiras deixassem a novela pela metade e saíssem às ruas para observar o acontecimento”, relatou o jornal.

A reportagem indicou que a vizinhança se assustou, mas saíram curiosos para observar os OVNIs.

Testemunhas do insólito caso “não podiam dar crédito ao que seus olhos viam: objetos voadores não identificados, nada mais, nada menos que OVNIS”, assinalou o jornal.

Muitas pessoas filmaram com seus celulares o que viam no céu e até mesmo o jornal publicou algumas das imagens. Além de ressaltar que recebeu diversas chamadas telefônicas sobre o assunto.


Foto publicada pelo jornal (Crédito: Oldemar Siles)

Fonte: Diário Extra

NOVIDADES QUE SÃO BEM ANTIGAS

Helicóptero da polícia britânica quase se choca com OVNI sobre Birmingham
Data: 02/05/2008 - 21:50hs
Local: Birmingham, Inglaterra

Era uma noite sem nuvens e o helicóptero da polícia efetuava a vigilância sobre Birmingham quando de repente sua atenção foi despertada para uma pequena aeronave com duas luzes contínuas, azul e verde.

Ela chegou a cem metros, forçando o piloto a desviar-se de seu caminho, circulando o helicóptero antes de voar para longe.

Inicialmente, o piloto e dois observadores da polícia, acreditaram que viram um aeromodelo, mas, apesar das pesquisas na área com uma camera térmica, o piloto não conseguiu encontrar quaisquer sinais de atividade rádio-controlada.

A Associação Britânica de Aeromodelismo rejeitou a possibilidade do objeto misterioso se tratar de um aeromodelo devido a altitude. Também foram excluídos planadores, balões, pipas e raios laser. O que faz os ufólogos acreditarem em atividade extraterrestre.

Os detalhes do incidente, que ocorreu em 2 de Maio, às nove horas e cinquenta minutos da noite, foram compilados em um documento por peritos da Airprox Board, que registra e relata os incidentes aos militares e unidades de controle de tráfego aéreo.

O relatório descreve a estranha aeronave apenas como “pequena e provavelmente não metálica” e suas intenções como possivelmente “sinistras”.

Acrescenta que o piloto informou os operadores de radar, mas eles não viram nada em seus equipamentos. Ele disse a Airprox que a intenção do objeto poderia ser sinistra e ter um fim trágico.

Ontem, um porta-voz da policia de West Midlands tentou minimizar o incidente, dizendo: “Nada foi pego no radar do Aeroporto de Birmingham e o objeto era provavelmente um aeromodelo rádio-controlado.” “O helicóptero estava realizando uma pesquisa no momento e voava lentamente a baixo nível.”
Mas Nick Pope, que trabalhou para o Ministério da Defesa na pesquisa de OVNIs e é conhecido pelo apelido de Fox Mulder britânico, em referência ao personagem da série Arquivo X, privilegia uma abordagem menos complacente.

“Um helicóptero quase foi derrubado hoje”, disse ele. “Este é um incidente muito preocupante que tem de ser minuciosamente investigado pelo MoD e pela Autoridade da Aviação Civil, bem como outros quase-acidentes”.

“A conclusão do relatório é insatisfatória, especialmente porque o helicóptero esteve a segundos de uma colisão”.

“É um caso muito interessante especialmente quando você olha para as testemunhas oculares. Eles são fontes críveis e confiáveis com experiência de vôo noturno”.

“Esta observação demonstra claramente que qualquer um pode acreditar em OVNIs, e este incidente levanta importantes questões de segurança aérea e deve ser levado a sério.”

Fonte: Daily Mail

Objeto desconhecido fotografado perto ao aeroporto internacional O’Hare em Chicago
Data: 03/10/2008
Local: Chicago, EUA

Segue relato da testemunha:
“Eu achei este objeto em uma foto em Chicago. Não estou certo do que pode ser. Eu não vi o objeto a olho-nu. Somente o vi após rever a foto e a aumentei para poder definir melhor. Eu tirei a foto de uma ponte olhando para a rodovia que vai em direção a Chicago.”

Fonte: UFOs Northwest


Tudo sobre OVNIs

02/02 - 11:25
Redação*

Já ouviu falar da Área 51, do ET de Varginha ou do caso Roswell? O iG Educação preparou uma reportagem para você entender tudo sobre OVNIs. Confira!

Área 51

Existe uma base militar secreta no meio do deserto norte-americano, no estado de Nevada, a 170 km da cidade de Las Vegas. Mas essa não é uma base militar qualquer. Trata-se da Área 51, a região que ganhou status de ícone "pop" da nossa geração.

Bases militares secretas estão espalhadas ao redor do mundo. Algumas, de tão secretas, nem ficamos sabendo da existência. Não é o caso da base militar norte-americana conhecida com o codinome de Área 51, ou Dreamland (Terra dos Sonhos), The Farm (A Fazenda) ou Paradise Ranch (Rancho do Paraíso), como ficou apelidada no imaginário público.

Considerado um dos lugares mais secretos do mundo, é quase uma piada dizer que, na verdade, a Área 51 é de fato um dos lugares mais famosos e conhecidos do mundo. Mais ou menos. Exatamente por ser um local guardado a sete chaves, muita especulação a respeito da região tem aparecido ao longo dos anos, com pouquíssimas fontes confiáveis.

Não ultrapasse

Ao se aproximar do perímetro da "Terra dos Sonhos", cartazes avisam para "não ultrapassar além desse ponto, fotos estão proibidas" e embaixo do aviso, em letras vermelhas, "uso de força letal está autorizado". Câmeras escondidas entre arbustos, sensores presos em cercas, presença maciça dos "Cammo Dudes" (membros de uma firma de segurança particular que protege a fazenda).

Jornalistas e fotógrafos perto da fronteira são constantemente observados por homens armados e em Jeeps. Alguns jornalistas, inclusive, receberam visitas de agentes da CIA (a polícia especial dos Estados Unidos) depois de fazerem reportagens sobre o misterioso local.

Por Cima do Muro

Como era de se esperar, tanto sigilo em manter o local inacessível acabou caindo no gosto popular. O próprio governo dos EUA sempre negou a existência da região, confirmando as atividades militares somente no ano de 2003. Isso porque a base foi fundada oficialmente em 1955, para testar os então supersecretos aviões U-2. Desde então, a base expandiu consideravelmente (e continua crescendo), e diversos projetos militares aeronáuticos vem sendo desenvolvidos ao longo dos anos, como o A-12 "Blackbird", o F-117 e o B-2.

Uma das razões de a Área 51 já ter nascido com a áurea de região secreta foi, principalmente, a guerra fria. Os militares americanos queriam esconder de toda a forma seus experimentos aeronáuticos dos soviéticos. Estes, por sua vez, foram os primeiros a se interessar pela região, conseguindo fotos de satélite pouco informativas ainda na época da guerra fria.

Me Chamo Bob Lazar

Em 1989, um suposto ex-funcionário da Área 51, Bob Lazar, causou um reboliço no mundo dos estudiosos de OVNIs (Objetos Voadores Não Identificados). Isso porque ele alimentou a teoria, já existente ao longo dos anos, de que a Dreamland estudava os fenômenos extraterrestres. Lazar acabou dando detalhes sobre sua rotina na região, que comportava, segundo ele, em seus imensos hangares, naves extraterrestres capturadas. Alguns alienígenas também podiam ser vistos por lá, alguns mortos e outros vivos.

De acordo com ele, os vivos ajudavam os terrestres a entender como as naves funcionavam. Mais tarde, diversas contradições colocaram em xeque as alegações de Bob. Hoje em dia, ele reluta em reafirmar muitas de suas principais declarações. Mas tudo isso foi o suficiente para aumentar o mito envolvendo a Área 51.

Olho no Céu

Muitos avistamentos de supostos OVNIs são relatados por civis perto da região todos os anos. O governo de Nevada até rebatizou a principal estrada de acesso, de "Extraterrestrial Highway", ou "Estrada Extraterrestre", numa clara alusão do estado em abocanhar alguns turistas.

Mitos envolvendo naves e seres de outros planetas selaram a reputação da Área 51, que continua até hoje. A imprensa trata o assunto com destaque, e alguns supostos ex-funcionários sempre aparecem de vez em quando para alimentar o mito e sustentar a ideia de região que estuda fenômenos extraterrestres.

A Área é Pop

A Área é Pop

Em 1947 a cidade de Roswell, no estado do Novo México, EUA, supostamente assistiu a uma nave alienígena cair em solo. Até hoje, o turismo da cidade se baseia nesse acontecimento. Bonecos, chaveiros, livros, cartazes, restaurantes temáticos... Tudo na pacata e pequena Roswell respira ET. Não é diferente da Área 51.

Filmes como Independence Day, Hellboy, Indiana Jones, séries de TV, como Os Simpsons, Stargate-SG1, Family Guy e jogos de videogames, como Area 51 e Sim City 4, só para citar uma pequena porção, fazem menção a Área 51. A região alimenta o imaginário popular e permanece o mistério mais bem guardado do governo norte-americano.

Outros Fenômenos

O Brasil também é palco de aparições extraterrestres. A mais famosa é sem dúvida nenhuma a ocorrida em 1996, na cidade de Varginha, interior de Minas Gerais. Duas criaturas vivas foram vistas em locais distintos da cidade e capturadas pelo exército brasileiro. Uma delas morreu em um hospital da cidade.

Os dois seres pequenos, com três protuberâncias na cabeça, verdes e com três dedos na mão (como descritos por diversas testemunhas) teriam sido levados para serem estudados nos EUA. Em 1986, nada menos do que vinte e uma supostas naves foram avistadas pela Força Aérea Brasileira, que mandou caças seguir os OVNIs em São Paulo. Documentos oficiais confirmam o fenômeno.

Com reportagem de Camila Dourado

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